segunda-feira, 15 de março de 2010

Lua cheia, imagem e imaginação


Lembro que era noite e a cidade ganhava um brilho a mais com a luz que vinha da lua. Irradiante e poente. No alto, os morros recebiam um contorno suave daquele fulgor. Era noite de terça-feira. Estava eu sentada no coletivo, que me trazera para casa, e a imaginar, ficava observando as estrelas e aquela fonte de luz, que despertava em meus olhos a curiosidade em estar frente a frente daquele corpo celeste. Sem a lua, não existe a noite (ouso eu a pensar). Ela enfeita o céu negro, inspira o toque entre corpo e corpo, derrete na alma uma imagem sublimar, e é a companhia de quem permanece desperto na madrugada insone. Lua cheia. Amiga luz. Aqui és pequena, acolá parece grande e mais adiante, se mostra gigante. Quantos lhe querem ver, sentir, ou simplesmente olhar.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Quero ser como ela

Parece uma rosa. Se fosse conto literário seria uma donzela. Na vida real parece um seda de tão delicada. Me recebe com um sorriso largo. Enfeita a vida com disciplina. E que disciplina, hein? Acorda todas as manhãs e começa o dia na cozinha, em companhia do chimarrão, sorvido, é claro, pelo seu príncipe. Depois, comanda com veracidade as normas da casa. Limpa isso, acomoda melhor aquilo, repara lá, faxina acolá. E não para por aí. No dia a dia é ela quem assume a direção, sem perder a razão e sem deixar-se levar pela emoção. Ela é linda. Sua alma aspira cordialidade. Como mulher é guerreira, como mãe, conselheira e como avó, é a orquídea do orquidário. Mais do que isso, é meu espelho. Vó querida, sei que não lerás essas linhas, ao menos que lhe mostre, mas saiba que no Dia Internacional da Mulher é através de você que parabenizo toda a esfera feminina. Parabéns espelho, espelho meu.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Castigado, porém superável




É desconcertante as imagens que vejo do Chile, ou, pelo menos, 80% dele. O país foi impiedosamente surpreendido por um forte terremoto (ouso denotá-lo de monstruoso), e acabou abalando estruturas antigas, que desconheciam a arquitetura sísmica, a mesma capaz de impedir que outras propriedades fossem amontoadas a destroços.



Tomei a notícia como um balde de água fria na manhã de sábado, 27. Conheço o chão chileno e os eventuais tremores que deixam em alerta os mais desavisados, mas não creria que seriam 8,8 graus na escala Richter, o segundo maior da história daquele país. Ao tomar conhecimento da trágica notícia, imediatamente, contatei os amigos que lá vivem, e para minha felicidade fui agraciada com boas notícias - todos escaparam ilesos do forte tremor e de suas 50 réplicas, registradas até o momento. Aproveitei o contato e compartilhei com eles a minha solícita solidariedade. Aliás, solidarizo com eles, pois assim como uma orgulhosa patriota de meu país, estou convicta que em outra vida nascerei chilena. Talvez não seja pretensão de minha parte dizer que pertencia ao país da cordilheira em outra vida. Ou o apreço que tenho pelo Chile é explicado pelo fato de lá ter me emocionado ora pela vida, ora pelas pessoas.



Pelo apreço incalculável que detenho pelo Chile e pelos amigos chilenos que lá firmei um laço de amizade, desde julho de 2007, desejo-lhes esperança e acarinho a minha sensibilidade para rumar, outra vez, ao primeiro mundo latino-americano. Seu povo, sua história, sua representatividade no cenário internacional surpreendem e denotam respeito. Dá-lhe Chile! O Brasil está com vocês. E eu, patriota, também.



quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

A verdade sobre a tão esperada férias


Férias são muito engraçadas!
Mesmo no trabalho, nos sentimos em férias. Menos colegas de trabalho para dividir a sala, menos pessoas cruzando os corredores. O toque do telefone fica esquecido nesse período. Até o computador fica mais lento. Talvez esteja literalmente desfrutando as suas férias. Mal sabe o que lhe espera a partir de fevereiro.
O dia fica mais vagaroso também. A hora custa em passar e ficamos esperando o tempo correr, para enfim, sairmos e curtirmos as férias em casa.

Haja período mais cansativo do que as férias.

E você, o que faz para aproveitar o seu tempo livre, se há que o tem?

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

A trilha sonora da sua vida


Uma música transforma a vida. Ela cativa pela melodia, faz recordar momentos vividos. Entusiasma, encanta, dividi opiniões, faz chorar, faz rir.
A música pode tudo, se deixarmos tocar a alma. O toque clássico do arcodeón passa sussurrando pelos tímpanos; as notas do violão titubeiam o coração; o tom preciso do tambor vacila o pulmão. Uma música faz sentir a alma e, pode fazer sonhar. Arremessa-nos para o passado e nos projeta para o futuro. Na melhor das sensações, faz flutur e sairmos de si.
Uma boa pedida musical para iniciar bem 2010 está no link abaixo:
Desfrutem-la.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

"No mar estava escrita uma cidade" Carlos Drummond de Andrade

Carlos Drummond de Andrade foi generoso e sucinto nas palavras que descrevera o Rio de Janeiro “No mar estava escrita uma cidade”. A estátua em sua memória enfeita o Calçadão de Copacabana, que ainda é decorada pela orla da praia. Luzes, mar brando e famílias inteiras cruzam 24 horas o calçadão mais famoso do país.
Não por menos que a cidade maravilhosa continua linda e, melhor, se mantém atrativa pelos olhos de turistas a empresários, de donas de casa a advogados, ainda mais quando o assunto é Copa do Mundo 2014 e Olimpíadas 2016: os moradores já sonham com as mudanças para fortalecer, como alguns dizem, a oitava maravilha do mundo, o futebol.
Mas o povo carioca é distinto, alegre e conservador. Respiram Rio de Janeiro e vivem pelo estado carioca. Há quem diga os taxistas... Questionados pelo complexo trânsito, que muitas vezes tira o sossego de paulistas, gaúchos e mineiros, os cariocas se dizem tranqüilos e apreciadores das paisagens abençoadas pelo Cristo. Um monumento à parte do Rio de Janeiro. Um presente para o Brasil.
Vivenciar o Rio e reconhecer a sua tranqüilidade notória, baseada nas controversas da mídia foram retumbante. Desfrutar tantas belas paisagens, sentir, através das pegadas na areia o frescor da praia, caminhar descalço pelo calçadão da Avenida Atlântica, em Copa Cabana, escalar a montanha que leva ao pé do Cristo e mira-lo por poucos segundos, numa sensação de horas, justifica a emoção de não querer voltar, pelo menos no feriado de Nossa Senhora de Aparecida e aniversário de 78 anos do Cristo Redentor, 12 de outubro. Posso dizer que estar lá é sentir a alma renovada e mais uma vez, o enlevo por ser não carioca, mas brasileira.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

A expressão livre sofre ataque


No ano em que o Brasil continua respirando os 200 anos da imprensa, comemorados no ano passado, países vizinhos sofrem ataques por bases governistas, que quando não usam subterfúgios jurídicos para impor o fechamento de emissoras, à censura é a autoclave que emerge contra o direito da expressão nos paises vizinhos.
A situação desse modismo na América Latina começou com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que “cerrou” a RCTV, maior veículo televisivo desse país, além de outras 34 emissoras de rádio.
Já na Bolívia, Evo Morales trabalha com a hipótese de estatizar o maior jornal do país, o La Razón.O problema lá, diz respeito a denúncias trazidas ao público contra o governo. Situação esta que difere de Honduras, país pobre e corrupto, no centro das atenções do mundo inteiro.
Ao querer mudar a constituição do seu país para candidatar-se num terceiro mandato, o governo do presidente da Câmara, Roberto Micheletti, golpeou o governo de Manuel Zelaya e expulsou o presidente de Honduras, que se refugiou na Embaixada Brasileira, em busca de asilo. O presidente interino fechou uma emissora de rádio e outra de TV, favoráveis ao governo de Zelaya.
Na Argentina, o governo Kirchner foi alvo de denúncias de corrupção. A rainha daquele país submeteu concessões a um controle rígido na programação transmitida, mas nada foi à diante depois que 200 fiscais da Receita Federal invadiram o maior jornal do país, o Clarín, que denunciou fraudes do governo.
No Brasil, a liberdade de expressão da imprensa está em pleno vigor. Depois dos escândalos contra Sarney no Congresso, onde foi comprovado que familiares recebiam altos salários sem trabalhar, a imprensa foi, mais uma vez, aliada da população. Denunciou, informou e não teve medo de represálias, digno de uma imprensa livre, respeitada e séria, que contribui para o exercício da democracia do nosso país.